QUAND JE ME PROMÈNE À LISBONNE PAR LE CHIADO DES ÉCRIVAINS
(Chronique Fernandine du 13/11/13)
Quand je suis à Lisbonne, je passe souvent dans le quartier du Chiado (du nom d'un poète aujourd'hui oublié), c'est plus ou moins sur le chemin du train que je prends pour Oeiras, dans ce quartier je croise l'esprit et les statues de grands noms des lettres portugaises.
Tout d'abord Pessoa assis à la terrasse du café Brasileira pas loin d'où il est né, dans un immeuble en face de l'Opéra (son père était critique d'opéra...). Juste à côté je passe par la place Camões, le poète des Lusiades et en prenant la rue do Alecrim (romarin) qui descend vers le Tage, juste à droite, presque cachée par des voitures de pompiers il y a la statue d'Eça de Queiroz, un grand écrivain de la fin du vingtième siècle.
Je sursaute quand je lis qu'il a vécut de 1845 à 1900, ça veut dire que j'ai déjà vécu 13 ans de plus que ce grand écrivain, alors qu'ils nous a laissée une oeuvre impressionnante moi pratiquement rien...
C'est vrai que j'ai étudié et travaillé dans l'audio-visuel et en particulier dans le cinéma comme j'avais rêvé depuis ma jeune adolescence, je me suis même passionné par la radio mais sans laisser rien d'exceptionnel, maintenant est venu le temps de la photo et même des clins d'oeil à l'écriture, il est vrai que Saramago, le Nobel Portugais de la littérature a écrit le gros de son oeuvre après la soixantaine, donc, on ne sait jamais!
À propos, je conseil vivement la lecture du livre de Saramago "L'année de la mort de Ricardo Reis" un des hétéronymes de Pessoa où il décrit avec génie le Chiado (et alentours) des années 30 du siècle passé.
15 novembre 2013
14 novembre 2013
QUANDO ANDO PELO CHIADO DOS ESCRITORES (Crónica Fernandina de 13/11/2013)
Quando ando por Lisboa, passo muitas vezes pelo Chiado (nome de um poeta hoje quase desconhecido) quando vou apanhar o comboio ao Cais do Sodré, passo pela estátua de Fernando Pessoa, sentado a uma mesa da Brasileira, a dois passos onde o poeta nasceu, num prédio em frente do Teatro de S.Carlos (a ópera de Lisboa),
ao lado fica a praça Camões onde domina a estátua do poeta e,
descendo a rua do Alecrim, a caminho do Cais do Sodré, um pouco mais a baixo à direita, quase escondida por camiões de bombeiros,
fica a estátua de Eça de Queiroz.
Na placa descritiva impressiona-me quando vejo 1845-1900, quer dizer que já vivi mais 13 do que o grande político, estudioso e escritor Eça de Queiroz que nos deixou uma obra excecional e eu, até agora, não fiz quase nada. Quase que tenho vergonha em passar por lá, talvez por inveja! Enfim, fiz o que desejei fazer desde a adolescência, estudar e trabalhar no audio-visual e no cinema, até fiz rádio, de que me apaixonei e agora que tenho mais tempo, dedico-me à fotografia e dou uns piscares de olhos à escrita, resta-me a consolação em saber que José Saramago escreveu a maior parte da sua obra depois dos 60 anos... nunca se sabe!
Já agora aproveito para recomendar a leitura do livro de José Saramago "No ano da morte de Ricardo Reis" um dos heterónimos de Fernando e onde tão bem descreve a rua do Alecrim e o Chiado.
Quando ando por Lisboa, passo muitas vezes pelo Chiado (nome de um poeta hoje quase desconhecido) quando vou apanhar o comboio ao Cais do Sodré, passo pela estátua de Fernando Pessoa, sentado a uma mesa da Brasileira, a dois passos onde o poeta nasceu, num prédio em frente do Teatro de S.Carlos (a ópera de Lisboa),
ao lado fica a praça Camões onde domina a estátua do poeta e,
descendo a rua do Alecrim, a caminho do Cais do Sodré, um pouco mais a baixo à direita, quase escondida por camiões de bombeiros,
fica a estátua de Eça de Queiroz.
Na placa descritiva impressiona-me quando vejo 1845-1900, quer dizer que já vivi mais 13 do que o grande político, estudioso e escritor Eça de Queiroz que nos deixou uma obra excecional e eu, até agora, não fiz quase nada. Quase que tenho vergonha em passar por lá, talvez por inveja! Enfim, fiz o que desejei fazer desde a adolescência, estudar e trabalhar no audio-visual e no cinema, até fiz rádio, de que me apaixonei e agora que tenho mais tempo, dedico-me à fotografia e dou uns piscares de olhos à escrita, resta-me a consolação em saber que José Saramago escreveu a maior parte da sua obra depois dos 60 anos... nunca se sabe!
Já agora aproveito para recomendar a leitura do livro de José Saramago "No ano da morte de Ricardo Reis" um dos heterónimos de Fernando e onde tão bem descreve a rua do Alecrim e o Chiado.
12 novembre 2013
Chronique Fernandine du 12/11/2013
UNE NOUVELLE FAçON DE VIVRE
La société individualiste et égocentrique dans laquelle nous vivons s'installe dans touts les aspects de la vie, même dans la vie associative
où maintenant ça compte plus ce que tu dépenses que la convivialité, moins la solidarité que l'arrivisme où
on laisse plutôt aller les choses pour que les forts aillent toujours raison,
c'est l'oubli de ce qu'on a apporté un jour et l'arriviste gagne.
C'est triste à ce que nous a amené la société où nous vivons,
maintenant les amis c'est seulement par Facebook ou Twitter et
plus loin ils sont mieux c'est mais, ici au moins, quand on se fâche où ils nous envahissent de trop on les éjecte sans gros remords,
le pire c'est dans la vie réelle, si elle existe encore!
C'est la vie... (Vraiment?)
UNE NOUVELLE FAçON DE VIVRE
La société individualiste et égocentrique dans laquelle nous vivons s'installe dans touts les aspects de la vie, même dans la vie associative
où maintenant ça compte plus ce que tu dépenses que la convivialité, moins la solidarité que l'arrivisme où
on laisse plutôt aller les choses pour que les forts aillent toujours raison,
c'est l'oubli de ce qu'on a apporté un jour et l'arriviste gagne.
C'est triste à ce que nous a amené la société où nous vivons,
maintenant les amis c'est seulement par Facebook ou Twitter et
plus loin ils sont mieux c'est mais, ici au moins, quand on se fâche où ils nous envahissent de trop on les éjecte sans gros remords,
le pire c'est dans la vie réelle, si elle existe encore!
C'est la vie... (Vraiment?)
Crónica Fernandina de 12/11/2013
UMA NOVA FORMA DE VIDA
Pelo que tenho visto nos últimos tempos, o individualismo ganhou em todas as frentes, até no associativismo...
não é a convivência que conta mas o que gastas,
não é a solidariedade mas o chico-espertismo,
é o deixa andar e que ganhe o mais forte,
é o esquecimento do que se fez e até o da própria existência!
É triste ao que nos levou a sociedade em que vivemos,
os amigos agora é só pelo Facebook e Twitter e quanto mais longe melhor
mas ao menos aí, quando há zangas exclui-se e pronto não há remorsos (ou quase) mas,
na vida real (será que ainda existe?) é muito pior!
É a vida!
UMA NOVA FORMA DE VIDA
Pelo que tenho visto nos últimos tempos, o individualismo ganhou em todas as frentes, até no associativismo...
não é a convivência que conta mas o que gastas,
não é a solidariedade mas o chico-espertismo,
é o deixa andar e que ganhe o mais forte,
é o esquecimento do que se fez e até o da própria existência!
É triste ao que nos levou a sociedade em que vivemos,
os amigos agora é só pelo Facebook e Twitter e quanto mais longe melhor
mas ao menos aí, quando há zangas exclui-se e pronto não há remorsos (ou quase) mas,
na vida real (será que ainda existe?) é muito pior!
É a vida!
11 novembre 2013
JALOUSIES, HAINES ET MENSONGES/Chroniques Fernandines 10/11/2013
Hier, j'ai parlé de mon Club de gens qui n'est pas un club de football, sauf celui de la télévision mais, comme une association de gens c'est un rassemblement d'êtres humains, il y a toujours des "brebis galeuses", comme dans les clubs de foot et même s'il n'y a qu'une seule, c'est déjà de trop, car peut faire des gros dégâts et créer un malaise entre les gens avec des mensonges, des suspicions, de la haine et même des conflits entre générations... et c'est le cas si on ne freine pas ce cancer!
Est-ce que ce sera encore l'indifférence générale de notre société individualiste qui vas dominer ou le bon sens de la vie en société, seul le futur le dira!
Hier, j'ai parlé de mon Club de gens qui n'est pas un club de football, sauf celui de la télévision mais, comme une association de gens c'est un rassemblement d'êtres humains, il y a toujours des "brebis galeuses", comme dans les clubs de foot et même s'il n'y a qu'une seule, c'est déjà de trop, car peut faire des gros dégâts et créer un malaise entre les gens avec des mensonges, des suspicions, de la haine et même des conflits entre générations... et c'est le cas si on ne freine pas ce cancer!
Est-ce que ce sera encore l'indifférence générale de notre société individualiste qui vas dominer ou le bon sens de la vie en société, seul le futur le dira!
INVEJAS, ÓDIOS e MENTIRAS.../Crónicas Fernandinas 10/11/2013
No Clube a que me referi ontem que, julgava ser de Pessoas (de bem) mas que afinal é como os clubes de futebol que têm os seu maus adeptos, mesmo que sejam poucos ou um só que seja, o que já é de mais... pois, reflete um mau estar e se nada for feito pode ser destruidor.
Primeiro, ataca-se uma senhora, sócia da primeira hora, com quotas em ordem, porque vai raras vezes ao Clube...
Depois ataca-se outro sócio, com tantos anos de membro como de vida do "queixoso" também com as quotas desde sempre em ordem...
porque tentou organizar graciosamente sessões de cinema que não foram do agrado do queixoso, num dia em que não havia futebol nem nada no clube, sessões que até foram interrompidas poucas semanas depois inicio, com uma sessão de "karaoké" de pouca dura e tudo acabou por ir por água abaixo até hoje e já lá vão uns anos...
Segundo este mesmo queixoso, o supra citado sócio também nunca paga o que come e bebe, das raras vezes que passa pelo clube mas, como se apurou, é pura mentira!
Será inveja ou ignorância, conflito de gerações ou luta de classes, sabotagem ou simples malvadeza? Tudo isto numa pequena sociedade que julgava de amigos e até com ambiente familiar onde a amizade dominaria.
Pela minha parte, adeus e até ao meu regresso, um dia, para ver como a coisas evoluíram, se evoluírem... no bom sentido, claro!
No Clube a que me referi ontem que, julgava ser de Pessoas (de bem) mas que afinal é como os clubes de futebol que têm os seu maus adeptos, mesmo que sejam poucos ou um só que seja, o que já é de mais... pois, reflete um mau estar e se nada for feito pode ser destruidor.
Primeiro, ataca-se uma senhora, sócia da primeira hora, com quotas em ordem, porque vai raras vezes ao Clube...
Depois ataca-se outro sócio, com tantos anos de membro como de vida do "queixoso" também com as quotas desde sempre em ordem...
porque tentou organizar graciosamente sessões de cinema que não foram do agrado do queixoso, num dia em que não havia futebol nem nada no clube, sessões que até foram interrompidas poucas semanas depois inicio, com uma sessão de "karaoké" de pouca dura e tudo acabou por ir por água abaixo até hoje e já lá vão uns anos...
Segundo este mesmo queixoso, o supra citado sócio também nunca paga o que come e bebe, das raras vezes que passa pelo clube mas, como se apurou, é pura mentira!
Será inveja ou ignorância, conflito de gerações ou luta de classes, sabotagem ou simples malvadeza? Tudo isto numa pequena sociedade que julgava de amigos e até com ambiente familiar onde a amizade dominaria.
Pela minha parte, adeus e até ao meu regresso, um dia, para ver como a coisas evoluíram, se evoluírem... no bom sentido, claro!
10 novembre 2013
Promenade au bord de la Meuse/Chroniques Fernandines (Liège,vendredi 7/11/2013)
Aujourd'hui avec l'amélioration de l'état du temps, je me suis décidé à
recommencer mes longues promenades à pied et l'instant m'a conduit à mon unique club celui des travailleurs Portugais de Liège rue Saint Léonard où j'ai bavardé avec Maria, une déjà ancienne associée et amie que préparait les châtaignes pour la fête de ce dimanche.
De retour chez moi, j'ai parcouru la promenade au bord de la Meuse, très belle avec les ponts éclairés avec des lumières de couleurs changeantes où je croise quelques promeneurs à pied ou à vélo, au loin je vois les embouteillages des auto-dépendants...
Le fleuve coulait bien agité juste à côté et les péniches aussi
mais, bien plus près que les gros cargos ou les énormes bateaux de croisière reluisants au soleil, passant au large de "ma" promenade maritime de Oeiras, entre Lisbonne et Cascais, entre le Tage et la mer océane Atlantique...
Aujourd'hui avec l'amélioration de l'état du temps, je me suis décidé à
recommencer mes longues promenades à pied et l'instant m'a conduit à mon unique club celui des travailleurs Portugais de Liège rue Saint Léonard où j'ai bavardé avec Maria, une déjà ancienne associée et amie que préparait les châtaignes pour la fête de ce dimanche.
De retour chez moi, j'ai parcouru la promenade au bord de la Meuse, très belle avec les ponts éclairés avec des lumières de couleurs changeantes où je croise quelques promeneurs à pied ou à vélo, au loin je vois les embouteillages des auto-dépendants...
Le fleuve coulait bien agité juste à côté et les péniches aussi
mais, bien plus près que les gros cargos ou les énormes bateaux de croisière reluisants au soleil, passant au large de "ma" promenade maritime de Oeiras, entre Lisbonne et Cascais, entre le Tage et la mer océane Atlantique...
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