NESTES DIAS CINZENTOS GOSTO DO COLORIDO DOS CENTROS COMERCIAIS
Crónica Fernandina de 18/11/2013
É verdade, nestes dias escuros, chuvosos e frios em que as pessoas são pardas, tal como os gatos...
é nos centros comerciais onde encontro às vezes o calor e as cores que faltam, são eles que nos dão
a luminosidade e o colorido que não se encontram, agora, nas ruas, em Lisboa, principalmente
no Colombo e em Liège no Médiacité.
Apesar da agressão comercial, encontramos ali um certo calor humano, talvez porque para muitos
é um sítio de sonho e de diversão em família ou entre amigos, só comparável ao que se passa
nas praias e nos parques durante o verão.
É certo e é pena que os centros comerciais vieram substituir os mercados e as feiras
que quando e onde ainda existem não devemos perder mas, há infelizmente cada vez menos.
As cores vindas dos tetos ou das montras agora acrescidas com as iluminações de Natal
(afinal não é só o presidente venezuelano Maduro que antecipou o Natal...) e também as curvas
ajudam a dar uma ilusão de grande espaço não repetitivo, um espaço repleto de pessoas de todas
as idades e de todas origens, é na verdade um pulmão colorido dentro de uma cidade cinzenta.
Sem dúvida que é o fruto da sociedade de consumo (a nossa), que se trata de mais uma alienação em desviar as pessoas dos problemas quotidianos em vez de as incitar à reflexão, à criação ou mesmo só à leitura, ouvir música (qual?), ir ao teatro, ao cinema, às exposições ou aos museus
numa palavra incitá-las à cultura.
O que é certo também é que um pouco de distração não faz mal a ninguém e
cruzar pessoas que nunca cruzariamos noutros sítio, também não e, menos mal ainda,
é quando encontramos amigos e colegas, e damos dois dedos de conversa.
É a vida...
19 novembre 2013
17 novembre 2013
RÉFUGIÉS
Mémoires Fernandines (15/11/2013)
Non, je n'ai pas oublié que j'ai été réfugié de la fin des années 60 au milieu de années 70 heureusement que je n'ai pas dû prendre des bateaux surchargés ni traverser des déserts ou des montagnes à pied, j'ai tout simplement traversé l'Espagne et la France en train, avec des arrêts à Madrid, Hendaye et Paris, j'arrive à Bruxelles le 7 juillet 1969 chez un ami que venait tout juste de partir à Rome mais, j'ai fait d'autres amis et certains perdurent encore aujourd'hui, ils m'ont beaucoup aidé.
La Belgique ma tellement bien accueillit que j'y suis toujours, presque
quarante ans après la fin de la guerre coloniale portugaise, la Révolution des Oeillets et la réinstauration de la Démocratie, je n'ai pas eu de grandes difficultés sauf pendants les 5 ans que je n'ai pas pu rentrer au pays mais, je n'ai jamais oublié le Portuga, la famille et les amis, bien au contraire.
Pour payer mes études de cinéma j'ai dû (et pu) travailler comme chauffeur aux Taxis Orange.
Comme je comprends ceux qu'aujourd'hui veulent fuir la violence, la
pauvreté, les guerres, l'imbécilité et les humiliations.
Il y a 8 jours j'ai vu sur France 2 un excellent reportage sur les réfugiés de l'île italienne de Lampedusa, dû moins sur ceux qui ont pu y arriver et sur une poignée de ceux-ci que sont accueillis à bras ouverts par les habitants d'une petite ville vieiiissante du sud d'Italie, à souligner en ces temps de racisme!
Mémoires Fernandines (15/11/2013)
Non, je n'ai pas oublié que j'ai été réfugié de la fin des années 60 au milieu de années 70 heureusement que je n'ai pas dû prendre des bateaux surchargés ni traverser des déserts ou des montagnes à pied, j'ai tout simplement traversé l'Espagne et la France en train, avec des arrêts à Madrid, Hendaye et Paris, j'arrive à Bruxelles le 7 juillet 1969 chez un ami que venait tout juste de partir à Rome mais, j'ai fait d'autres amis et certains perdurent encore aujourd'hui, ils m'ont beaucoup aidé.
La Belgique ma tellement bien accueillit que j'y suis toujours, presque
quarante ans après la fin de la guerre coloniale portugaise, la Révolution des Oeillets et la réinstauration de la Démocratie, je n'ai pas eu de grandes difficultés sauf pendants les 5 ans que je n'ai pas pu rentrer au pays mais, je n'ai jamais oublié le Portuga, la famille et les amis, bien au contraire.
Pour payer mes études de cinéma j'ai dû (et pu) travailler comme chauffeur aux Taxis Orange.
Comme je comprends ceux qu'aujourd'hui veulent fuir la violence, la
pauvreté, les guerres, l'imbécilité et les humiliations.
Il y a 8 jours j'ai vu sur France 2 un excellent reportage sur les réfugiés de l'île italienne de Lampedusa, dû moins sur ceux qui ont pu y arriver et sur une poignée de ceux-ci que sont accueillis à bras ouverts par les habitants d'une petite ville vieiiissante du sud d'Italie, à souligner en ces temps de racisme!
REFUGIADOS
Crónica Fernandina de 15/11/2013
Não, não me esqueci que também já fui refugiado no fim dos anos sessenta, felizmente que não
tive de atravessar nem oceanos ou mares em barcos superlotados, nem desertos ou montanhas a pé,
bastou-me um passaporte válido por um ano e uma certidão militar por um mês e só para Espanha,
não tive de atravessar fronteiras a salto, nem os Perinéus a pé, foi comodamente de comboio via
Madrid, Irún/Hendaye e Paris até Bruxelas, onde tinha um colega e amigo que partiu no dia da
minha chegada, 7 de julho de 1969 para Roma, nem nos cruzamos... mas fiz outros amigos, alguns
dos quais perduram até hoje e que, na altura, muito me ajudaram
.
Fiquei na Bélgica até que a guerra colonial portuguesa em África acabasse e depois também,
até hoje! Não tive grandes dificuldades à parte as muitas saudades, sobretudo nos 5 anos em que
não pude voltar a Portugal. Para sobreviver tive pequenos empregos, primeiro na hotelaria e depois
como motorista de praça para pagar os meus estudos de cinema, a integração na sociedade veio
progressivamente mas sem nunca esquecer o país que me viu nascer... bem pelo contrário!
Como compreendo os que hoje querem fugir à violencia, às guerras e à pobreza.
Há 8 dias vi na France 2 uma reportagem muito emocionante sobre os refugiados de Lampedusa,
pelo menos os que lá conseguiram chegar e depois partir para uma pequena cidade do sul de Itália
que os acolhe de braços abertos para a ajudarem a renascer da decadência, porque lá quase que só
restam pessoas idosas. Este acolhimento difere muito do racismo que alastra perigosamente pela
Itália e também pela Europa fora.
Felizmente que a solidariedade ainda não está completamente esquecida!
Crónica Fernandina de 15/11/2013
Não, não me esqueci que também já fui refugiado no fim dos anos sessenta, felizmente que não
tive de atravessar nem oceanos ou mares em barcos superlotados, nem desertos ou montanhas a pé,
bastou-me um passaporte válido por um ano e uma certidão militar por um mês e só para Espanha,
não tive de atravessar fronteiras a salto, nem os Perinéus a pé, foi comodamente de comboio via
Madrid, Irún/Hendaye e Paris até Bruxelas, onde tinha um colega e amigo que partiu no dia da
minha chegada, 7 de julho de 1969 para Roma, nem nos cruzamos... mas fiz outros amigos, alguns
dos quais perduram até hoje e que, na altura, muito me ajudaram
.
Fiquei na Bélgica até que a guerra colonial portuguesa em África acabasse e depois também,
até hoje! Não tive grandes dificuldades à parte as muitas saudades, sobretudo nos 5 anos em que
não pude voltar a Portugal. Para sobreviver tive pequenos empregos, primeiro na hotelaria e depois
como motorista de praça para pagar os meus estudos de cinema, a integração na sociedade veio
progressivamente mas sem nunca esquecer o país que me viu nascer... bem pelo contrário!
Como compreendo os que hoje querem fugir à violencia, às guerras e à pobreza.
Há 8 dias vi na France 2 uma reportagem muito emocionante sobre os refugiados de Lampedusa,
pelo menos os que lá conseguiram chegar e depois partir para uma pequena cidade do sul de Itália
que os acolhe de braços abertos para a ajudarem a renascer da decadência, porque lá quase que só
restam pessoas idosas. Este acolhimento difere muito do racismo que alastra perigosamente pela
Itália e também pela Europa fora.
Felizmente que a solidariedade ainda não está completamente esquecida!
16 novembre 2013
NUMA LAVANDARIA
Crónica Fernandina de 15/11/2013
Às vezes há avarias que vêm por bem, como a da minha máquina de lavar roupa... assim voltei 40
anos atrás e redescobri um mundo que para mim já era estranho, como o de andar de autocarro, de
metro ou elétrico para os autodependentes... É um mundo que a maior parte de nós não conhecemas é nele em que vivemos.
Primeiro precisamos de descobrir como aquilo tudo funciona, é tudo automático e não há receção!
Depois da máquina carregada, a porta fechada, os sabões postos onde é preciso, a temperatura escolhida, põe-se a moeda e se tudo corre bem, aquilo começa a funcionar e é só esperar, ou vai-se dar
uma volta ou fica-se por ali a olhar para a máquina, a ler um livro, a escrever uns sms ou ver quem
entra e sai, uns arrumam e partem, outros carregam e esperam também, como uma senhora de uns 60 anos,
sem nada que chama-se a atenção, como as senhoras que há uns anos vestiam gabardines cinzentas,
senta-se e começa a ler um "e-book", um livro eletrónico, fico discretamente espantado...
A porta automática da rua abre-se e fecha-se automaticamente, às vezes não entra ninguém, basta uma
pessoa ou um cão que passem na rua para fazerem abrir a porta mas, deixa entrar o ar fresco que vem
da rua e que nos faz lembrar que o inverno está à porta, às vezes alguém entra, como uma senhora
japonesa que vem com o filho buscar a roupa que estava a secar ou um mangas de alpaca antipático
que veio abrir a máquina de lavar ou um sorriso africano que vem com um saco de roupa para lavar.
Também passaram por lá o patrão e uma ajudante que vieram retirar as moedas das máquinas,
antigamente estavam lá, atrás de um balcão a receber a roupa e o dinheiro dos clientes, hoje tudo é
automático, mas há ainda quem cumprimente e às vezes até há um dedo de conversa.
Enfim, chegou o momento de recolher a roupa, de a secar, de a dobrar e de regressar a casa ou se puséssemos a secar à janela como em Portugal? É verdade o sol na Bélgica já desapareceu há muito tempo!
Crónica Fernandina de 15/11/2013
Às vezes há avarias que vêm por bem, como a da minha máquina de lavar roupa... assim voltei 40
anos atrás e redescobri um mundo que para mim já era estranho, como o de andar de autocarro, de
metro ou elétrico para os autodependentes... É um mundo que a maior parte de nós não conhecemas é nele em que vivemos.
Primeiro precisamos de descobrir como aquilo tudo funciona, é tudo automático e não há receção!
Depois da máquina carregada, a porta fechada, os sabões postos onde é preciso, a temperatura escolhida, põe-se a moeda e se tudo corre bem, aquilo começa a funcionar e é só esperar, ou vai-se dar
uma volta ou fica-se por ali a olhar para a máquina, a ler um livro, a escrever uns sms ou ver quem
entra e sai, uns arrumam e partem, outros carregam e esperam também, como uma senhora de uns 60 anos,
sem nada que chama-se a atenção, como as senhoras que há uns anos vestiam gabardines cinzentas,
senta-se e começa a ler um "e-book", um livro eletrónico, fico discretamente espantado...
A porta automática da rua abre-se e fecha-se automaticamente, às vezes não entra ninguém, basta uma
pessoa ou um cão que passem na rua para fazerem abrir a porta mas, deixa entrar o ar fresco que vem
da rua e que nos faz lembrar que o inverno está à porta, às vezes alguém entra, como uma senhora
japonesa que vem com o filho buscar a roupa que estava a secar ou um mangas de alpaca antipático
que veio abrir a máquina de lavar ou um sorriso africano que vem com um saco de roupa para lavar.
Também passaram por lá o patrão e uma ajudante que vieram retirar as moedas das máquinas,
antigamente estavam lá, atrás de um balcão a receber a roupa e o dinheiro dos clientes, hoje tudo é
automático, mas há ainda quem cumprimente e às vezes até há um dedo de conversa.
Enfim, chegou o momento de recolher a roupa, de a secar, de a dobrar e de regressar a casa ou se puséssemos a secar à janela como em Portugal? É verdade o sol na Bélgica já desapareceu há muito tempo!
15 novembre 2013
QUAND JE ME PROMÈNE À LISBONNE PAR LE CHIADO DES ÉCRIVAINS
(Chronique Fernandine du 13/11/13)
Quand je suis à Lisbonne, je passe souvent dans le quartier du Chiado (du nom d'un poète aujourd'hui oublié), c'est plus ou moins sur le chemin du train que je prends pour Oeiras, dans ce quartier je croise l'esprit et les statues de grands noms des lettres portugaises.
Tout d'abord Pessoa assis à la terrasse du café Brasileira pas loin d'où il est né, dans un immeuble en face de l'Opéra (son père était critique d'opéra...). Juste à côté je passe par la place Camões, le poète des Lusiades et en prenant la rue do Alecrim (romarin) qui descend vers le Tage, juste à droite, presque cachée par des voitures de pompiers il y a la statue d'Eça de Queiroz, un grand écrivain de la fin du vingtième siècle.
Je sursaute quand je lis qu'il a vécut de 1845 à 1900, ça veut dire que j'ai déjà vécu 13 ans de plus que ce grand écrivain, alors qu'ils nous a laissée une oeuvre impressionnante moi pratiquement rien...
C'est vrai que j'ai étudié et travaillé dans l'audio-visuel et en particulier dans le cinéma comme j'avais rêvé depuis ma jeune adolescence, je me suis même passionné par la radio mais sans laisser rien d'exceptionnel, maintenant est venu le temps de la photo et même des clins d'oeil à l'écriture, il est vrai que Saramago, le Nobel Portugais de la littérature a écrit le gros de son oeuvre après la soixantaine, donc, on ne sait jamais!
À propos, je conseil vivement la lecture du livre de Saramago "L'année de la mort de Ricardo Reis" un des hétéronymes de Pessoa où il décrit avec génie le Chiado (et alentours) des années 30 du siècle passé.
(Chronique Fernandine du 13/11/13)
Quand je suis à Lisbonne, je passe souvent dans le quartier du Chiado (du nom d'un poète aujourd'hui oublié), c'est plus ou moins sur le chemin du train que je prends pour Oeiras, dans ce quartier je croise l'esprit et les statues de grands noms des lettres portugaises.
Tout d'abord Pessoa assis à la terrasse du café Brasileira pas loin d'où il est né, dans un immeuble en face de l'Opéra (son père était critique d'opéra...). Juste à côté je passe par la place Camões, le poète des Lusiades et en prenant la rue do Alecrim (romarin) qui descend vers le Tage, juste à droite, presque cachée par des voitures de pompiers il y a la statue d'Eça de Queiroz, un grand écrivain de la fin du vingtième siècle.
Je sursaute quand je lis qu'il a vécut de 1845 à 1900, ça veut dire que j'ai déjà vécu 13 ans de plus que ce grand écrivain, alors qu'ils nous a laissée une oeuvre impressionnante moi pratiquement rien...
C'est vrai que j'ai étudié et travaillé dans l'audio-visuel et en particulier dans le cinéma comme j'avais rêvé depuis ma jeune adolescence, je me suis même passionné par la radio mais sans laisser rien d'exceptionnel, maintenant est venu le temps de la photo et même des clins d'oeil à l'écriture, il est vrai que Saramago, le Nobel Portugais de la littérature a écrit le gros de son oeuvre après la soixantaine, donc, on ne sait jamais!
À propos, je conseil vivement la lecture du livre de Saramago "L'année de la mort de Ricardo Reis" un des hétéronymes de Pessoa où il décrit avec génie le Chiado (et alentours) des années 30 du siècle passé.
14 novembre 2013
QUANDO ANDO PELO CHIADO DOS ESCRITORES (Crónica Fernandina de 13/11/2013)
Quando ando por Lisboa, passo muitas vezes pelo Chiado (nome de um poeta hoje quase desconhecido) quando vou apanhar o comboio ao Cais do Sodré, passo pela estátua de Fernando Pessoa, sentado a uma mesa da Brasileira, a dois passos onde o poeta nasceu, num prédio em frente do Teatro de S.Carlos (a ópera de Lisboa),
ao lado fica a praça Camões onde domina a estátua do poeta e,
descendo a rua do Alecrim, a caminho do Cais do Sodré, um pouco mais a baixo à direita, quase escondida por camiões de bombeiros,
fica a estátua de Eça de Queiroz.
Na placa descritiva impressiona-me quando vejo 1845-1900, quer dizer que já vivi mais 13 do que o grande político, estudioso e escritor Eça de Queiroz que nos deixou uma obra excecional e eu, até agora, não fiz quase nada. Quase que tenho vergonha em passar por lá, talvez por inveja! Enfim, fiz o que desejei fazer desde a adolescência, estudar e trabalhar no audio-visual e no cinema, até fiz rádio, de que me apaixonei e agora que tenho mais tempo, dedico-me à fotografia e dou uns piscares de olhos à escrita, resta-me a consolação em saber que José Saramago escreveu a maior parte da sua obra depois dos 60 anos... nunca se sabe!
Já agora aproveito para recomendar a leitura do livro de José Saramago "No ano da morte de Ricardo Reis" um dos heterónimos de Fernando e onde tão bem descreve a rua do Alecrim e o Chiado.
Quando ando por Lisboa, passo muitas vezes pelo Chiado (nome de um poeta hoje quase desconhecido) quando vou apanhar o comboio ao Cais do Sodré, passo pela estátua de Fernando Pessoa, sentado a uma mesa da Brasileira, a dois passos onde o poeta nasceu, num prédio em frente do Teatro de S.Carlos (a ópera de Lisboa),
ao lado fica a praça Camões onde domina a estátua do poeta e,
descendo a rua do Alecrim, a caminho do Cais do Sodré, um pouco mais a baixo à direita, quase escondida por camiões de bombeiros,
fica a estátua de Eça de Queiroz.
Na placa descritiva impressiona-me quando vejo 1845-1900, quer dizer que já vivi mais 13 do que o grande político, estudioso e escritor Eça de Queiroz que nos deixou uma obra excecional e eu, até agora, não fiz quase nada. Quase que tenho vergonha em passar por lá, talvez por inveja! Enfim, fiz o que desejei fazer desde a adolescência, estudar e trabalhar no audio-visual e no cinema, até fiz rádio, de que me apaixonei e agora que tenho mais tempo, dedico-me à fotografia e dou uns piscares de olhos à escrita, resta-me a consolação em saber que José Saramago escreveu a maior parte da sua obra depois dos 60 anos... nunca se sabe!
Já agora aproveito para recomendar a leitura do livro de José Saramago "No ano da morte de Ricardo Reis" um dos heterónimos de Fernando e onde tão bem descreve a rua do Alecrim e o Chiado.
12 novembre 2013
Chronique Fernandine du 12/11/2013
UNE NOUVELLE FAçON DE VIVRE
La société individualiste et égocentrique dans laquelle nous vivons s'installe dans touts les aspects de la vie, même dans la vie associative
où maintenant ça compte plus ce que tu dépenses que la convivialité, moins la solidarité que l'arrivisme où
on laisse plutôt aller les choses pour que les forts aillent toujours raison,
c'est l'oubli de ce qu'on a apporté un jour et l'arriviste gagne.
C'est triste à ce que nous a amené la société où nous vivons,
maintenant les amis c'est seulement par Facebook ou Twitter et
plus loin ils sont mieux c'est mais, ici au moins, quand on se fâche où ils nous envahissent de trop on les éjecte sans gros remords,
le pire c'est dans la vie réelle, si elle existe encore!
C'est la vie... (Vraiment?)
UNE NOUVELLE FAçON DE VIVRE
La société individualiste et égocentrique dans laquelle nous vivons s'installe dans touts les aspects de la vie, même dans la vie associative
où maintenant ça compte plus ce que tu dépenses que la convivialité, moins la solidarité que l'arrivisme où
on laisse plutôt aller les choses pour que les forts aillent toujours raison,
c'est l'oubli de ce qu'on a apporté un jour et l'arriviste gagne.
C'est triste à ce que nous a amené la société où nous vivons,
maintenant les amis c'est seulement par Facebook ou Twitter et
plus loin ils sont mieux c'est mais, ici au moins, quand on se fâche où ils nous envahissent de trop on les éjecte sans gros remords,
le pire c'est dans la vie réelle, si elle existe encore!
C'est la vie... (Vraiment?)
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