12 novembre 2013

Crónica Fernandina de 12/11/2013   

UMA NOVA FORMA DE VIDA

Pelo que tenho visto nos últimos tempos, o individualismo ganhou em todas as frentes, até no associativismo...
não é a convivência que conta mas o que gastas,
não é a solidariedade mas o chico-espertismo,
é o deixa andar e que ganhe o mais forte,
é o esquecimento do que se fez e até o da própria existência!

É triste ao que nos levou a sociedade em que vivemos,
os amigos agora é só pelo Facebook e Twitter e quanto mais longe melhor
mas ao menos aí, quando há zangas exclui-se e pronto não há remorsos (ou quase) mas,
na vida real (será que ainda existe?) é muito pior!

É a vida!

11 novembre 2013

JALOUSIES, HAINES ET MENSONGES/Chroniques Fernandines 10/11/2013

Hier, j'ai parlé de mon Club de gens qui n'est pas un club de football, sauf celui de la télévision mais, comme une association de gens c'est un rassemblement d'êtres humains, il y a toujours des "brebis galeuses", comme dans les clubs de foot et même s'il n'y a qu'une seule, c'est déjà de trop, car peut faire des gros dégâts et créer un malaise entre les gens avec des mensonges, des suspicions, de la haine et même des conflits entre générations... et c'est le cas si on ne freine pas ce cancer!

Est-ce que ce sera encore l'indifférence générale de notre société individualiste qui vas dominer ou le bon sens de la vie en société, seul le futur le dira!
INVEJAS, ÓDIOS e MENTIRAS.../Crónicas Fernandinas 10/11/2013

No Clube a que me referi ontem que, julgava ser de Pessoas (de bem) mas que afinal é como os clubes de futebol que têm os seu maus adeptos, mesmo que sejam poucos ou um só que seja, o que já é de mais... pois, reflete um mau estar e se nada for feito pode ser destruidor.

Primeiro, ataca-se uma senhora, sócia da primeira hora, com quotas em ordem, porque vai raras vezes ao Clube...

Depois ataca-se outro sócio, com tantos anos de membro como de vida do "queixoso" também com as quotas desde sempre em ordem...

porque tentou organizar graciosamente sessões de cinema que não foram do agrado do queixoso, num dia em que não havia futebol nem nada no clube, sessões que até foram interrompidas poucas semanas depois inicio, com uma sessão de "karaoké" de pouca dura e tudo acabou por ir por água abaixo até hoje e já lá vão uns anos...

Segundo este mesmo queixoso, o supra citado sócio também nunca paga o que come e bebe, das raras vezes que passa pelo clube mas, como se apurou, é pura mentira!

Será inveja ou ignorância, conflito de gerações ou luta de classes, sabotagem ou simples malvadeza? Tudo isto numa pequena sociedade que julgava de amigos e até com ambiente familiar onde a amizade dominaria.

Pela minha parte, adeus e até ao meu regresso, um dia, para ver como a coisas evoluíram, se evoluírem... no bom sentido, claro!

10 novembre 2013

Promenade au bord de la Meuse/Chroniques Fernandines (Liège,vendredi 7/11/2013)

Aujourd'hui avec l'amélioration de l'état du temps, je me suis décidé à
recommencer mes longues promenades à pied et l'instant m'a conduit à mon unique club celui des travailleurs Portugais de Liège rue Saint Léonard où j'ai bavardé avec Maria, une déjà ancienne associée et amie que préparait les châtaignes pour la fête de ce dimanche.

De retour chez moi, j'ai parcouru la promenade au bord de la Meuse, très belle avec les ponts éclairés avec des lumières de couleurs changeantes où je croise quelques promeneurs à pied ou à vélo, au loin je vois les embouteillages des auto-dépendants...

Le fleuve coulait bien agité juste à côté et les péniches aussi
mais, bien plus près que les gros cargos ou les énormes bateaux de croisière reluisants au soleil, passant au large de "ma" promenade maritime de Oeiras, entre Lisbonne et Cascais, entre le Tage et la mer océane Atlantique...
Passear à beira-rio em Liège/Crónicas Fernandinas
(Liège, sábado 8/11/2013)

Hoje, a melhoria relativa do tempo, levou-me a sair de casa e a recomeçar os meus longos passeios a pé e, fi-lo até ao meu único clube, que não é de futebol é de pessoas, até ao Clube dos Trabalhadores Portugueses de Liège e aí estive à conversa com a Maria, uma já antiga sócia e amiga que preparava as castanhas para a festa da castanha de domingo.

Ao cair da noite, regressei a casa pelo passeio marítimo que acompanha o rio Mosa e foi bonito com as pontes iluminadas a mudarem regularmente de cor, um passeio bem calmo em que cruzo alguns caminhantes, corredores e velocipedistas e ao longe, como contraste, vejo os engarrafamentos dos auto-dependentes...

O rio estava mesmo ali ao lado, bem agitado, com os batelões quase a roçarem as margens e quase a roçarem-se em mim, bem mais perto do que os imponentes cargueiros ou os barcos de cruzeiro que luzem ao sol ao passarem ao largo do "meu" passeio marítimo de Oeiras, entre Lisboa e Cascais, entre o Tejo e o Atlântico...
Le Retour aux Chroniques Fernandines (Liège, vendredi le 7/11/2013)

Je suis revenu en Belgique il y a huit jours et depuis huit jours
que je n'ai pas vu le soleil, alors que pendant les mois
que je suis resté au Portugal il ne m'a pratiquement pas quitté mais,
aujourd'hui enfin, j'ai vu un bout de ciel et ça m'a inspiré!

Je dois souligner le magnifique livre de chroniques sur les jours inquiets (et de bon sens) de mon amis Manuel da Costa source d'inspiration.

J'espère que mes chroniques seront régulières, elles seront
écrites dans ma langue maternelle traduites en français,
ma deuxième langue.
O Regresso às Crónicas Fernandinas (Liège, sexta-feira 7/11/2013)

Regressei há uma semana de uma estadia de vários meses
ao meu Portugal natal e, em oito dias, ainda não vi por aqui o sol, só hoje vi um bocadinho de céu, o que me deu alento para voltar a escrever as minhas crónicas que têm ficado esquecidas há já muito tempo.

Devo dizer também que o excelente livro de crónicas dos dias inquietos (e sentidos, acrescento eu) do meu amigo Manuel da Costa (Neves) me deu vontade de escrever mesmo que não tenha a mesma veia poética...

Espero que seja regular e, ao contrário do Manuel, será em português,
a minha língua mãe amada, mesmo se algo esquecida mas, o francês, a minha segunda língua, estará sempre presente.