Ministro dos Estrangeiros das Ilhas Salomão condena a ocupação Australiana na Assembleia Geral da ONU
Tradução da Margarida:
WSWS
Por Patrick O’Connor, Candidato do Partido Socialista para a Igualdade por Grayndler
11 Outubro 2007
O prolongado conflito entre os governos das Ilhas Salomão e Australiano escalou no princípio do mês quando o ministro dos Estrangeiros do país do Pacífico Patteson Oti denunciou a “ocupação” pela Austrália na Assembleia Geral da ONU. O discurso estridente de Oti marcou uma escalada significativa das trocas de palavras cada vez mais crescentemente hostis entre os dois países.
As tensões estão-se a acumular já há mais de um ano, dado que o governo Australiano do Primeiro-Ministro John Howard tem tentado desestabilizar e derrubar a administração das Ilhas Salomão liderada pelo Primeiro-Ministro Manasseh Sogavare.
A caracterização por Oti da presença da Austrália nas Ilhas Salomão como uma força de ocupação é inteiramente correcta. Em 2003, mais de 2,000 soldados e policies foram destacados debaixo da bandeira da Missão de Assistência Regional para as Ilhas Salomão (RAMSI). Montes de burocratas Australianos, funcionários judiciais, e outro pessoal tomou o controlo efectivo do aparelho de Estado do país, incluindo polícia, prisões, sistema judicial, serviços públicos e departamento das finanças.
A operação neo-colonial é de duração indefinida e o governo de Howard deixou claro que não admite interferências do governo das Ilhas Salomão. Respondendo ao discurso de Oti, o ministro dos estrangeiros Australiano Alexander Downer acusou o governo de Sogavare de tentar destruir a RAMSI. Os media enterraram com eficácia a história, enquanto o Labor e os Verdes mantêm a boca rigorosamente calada.
Este silêncio—depois de um representante de topo de um governo vizinho ter emitido a denúncia extraordinária da intervenção da Austrália na região perante o fórum dos líderes do mundo—fornece uma prova reveladora da extensão do apoio à operação nas ilhas Salomão do governo de Howard por todo o campo político e dos media.
A direcção para manter à força o controlo directo de Canberra, com a violação da lei internacional e os direitos democráticos dos habitantes comuns das Ilhas do Pacífico para determinarem o se próprio futuro, será uma das que não serão mencionadas na campanha para as próximas eleições. Seja qual for o partido que vá para o Gabinete, as manobras sujas e os truques porcos que têm caracterizado as operações do governo de Howard na região continuarão sem pausa.
Em 1 de Outubro, Oti dirigiu-se à Assembleia Gerald a ONU declarando que “o nosso direito soberano para determinar os termos pelos quais o governo das Ilhas Salomão permitirão a nossa continuada ocupação pelo contingente visitante não pode ser minado por nenhum membro das Nações Unidas.” Continuou ele, “seja qual for a embalagem ou a racionalização, a intervenção e ocupação autorizam as nações ‘assistidas’ a gastar e a receber rendimentos substanciais para os seus negócios e indústrias de apoio. O meu é um governo demasiado nacionalista para se tornar refém das fortunas que justificam a nossa perpétua retenção sob cerco.”
Sogavare e os seus apoiantes representam uma camada de elite das Ilhas Salomão que, ao mesmo tempo que não tinham uma oposição de princípio à intervenção do governo de Howard, está a tentar monobrar entre poderes e pressões rivais de Canberra para reconfigurar a missão da RAMSI numa nova base mais favorável aos seus interesses. Depois de chegar ao poder em Maio do ano passado, o governo de Sogavare tentou reduzir o controlo da RAMSI sobre o departamento das finanças do país e terminar com o veto efectivo sobre gastos públicos. O primeiro-ministro tem repetidas vezes insistido que não procura expulsar a RAMSI e que quer um compromisso com o governo de Howard.
O discurso de Oti perante a ONU incluiu um apelo para o órgão mundial actuar como um contrapeso a Canberra. Contudo um maior envolvimento da ONU nada alterará. Em Timor-Leste, para dar apenas um exemplo, o órgão mundial tem carimbado a força de intervenção dominada pelos Australianos e nada disse quando Canberra conspirou para expulsar o governo da Fretilin de Mari Alkatiri.
Contudo o governo das Ilhas Salomão espera ganhar o apoio doutros poderes para pressionar o governo de Howard. Até agora, Canberra tem recusado qualquer compromisso. Sogavare e os seus ministros de topo têm sido alvejados juntamente com o procurador-geral Julian Moti, que está ainda a ser perseguido com um pedido de extradição inventado relativo a alegações de violação que foram descartadas num tribunal de Vanuatu em 1999. Em 4 de Agosto o governo de Sogavare rejeitou formalmente o pedido de extradição, descrevendo a tentativa de processo como “nada mais do que uma caça às bruxas política”.
Os esforços do governo de Howard para destruir politicamente Moti têm sido guiados especialmente pela sua determinação em fazer descarrilar a Comissão de Inquérito sobre as causas dos motins de Abril de 2006, que destruíram muito da capital das Ilhas Salomão, Honiara. Evidência substancial indica que polícias e tropas da RAMSI estiveram deliberadamente parados para facilitar a destruição desencadeada por desassossego pós-eleitoral antecipado por muita gente.
O Ministro dos Estrangeiros Oti referiu os esforços de Canberra para travar o inquérito no seu discurso na ONU, sublinhando que a investigação “finalmente este ano está a avançar depois do falhanço de manobras orquestradas do exterior para o descarrilar”. Ele insistiu que “o meu governo está determinado em aprofundar as causas históricas das fricções entre as nossas gentes”.
Parlamento das Ilhas Salomão prepara a revisão da RAMSI
A operação nas Ilhas Salomão é o alfinete de segurança das ambições estratégicas de Canberra no Sul do Pacífico. As rivalidades dos grandes intensificam-se enquanto aumenta a influência económica e diplomática de Pequim. As despesas do governo de Howard de mais de um bilião de dólares com a RAMSI desde 2003 são vistas como um investimento crítico a longo prazo, com a operação louvada como um modelo para potenciais tomadas de poder noutros Estados do Pacífico. Um revés teria enormes consequências.
O governo de Howard está particularmente preocupado com a decisão do parlamento das ilhas Salomão de 26 de Agosto de rever o Acto de 2003 de Facilitação da Assistência Internacional. Isso esboçou esta legislação e forçou à sua ratificação antes da intervenção inicial. O Acto de Facilitação dá ao pessoal Australiano poderes integrais, incluindo imunidade completa da lei local e isenção de todos os controlos de imigração e vistos. Isenta ainda corporações estrangeiras conectadas com a RAMSI de muitos registos comerciais e de obrigações fiscais.
O Procurador-Geral Moti escreveu um memorando detalhando o carácter duvidoso do Acto de Facilitação em relação tanto com a lei internacional como com a Constituição das Ilhas Salomão. Moti sublinhou que a chamada missão de assistência regional, RAMSI, nem sequer está mencionada no Acto. Isso não deixa evidente “a natureza precisa da sua personalidade legal”. Similarmente o Acto não inclui nenhuma referência ao Fórum das Ilhas do Pacífico ou a nenhuma outra organização regional ou internacional, o que faz uma paródia dos esforços do governo de Howard para apresentar a sua tomada de poder como uma operação multilateral e regional.
Moti levanta ainda uma série de questões relativas à Secção 24 do Acto de Facilitação, que impede o parlamento das Ilhas Salomão de aprovar legislação subsequente “emendas ou revogações, ou de qualquer outro modo para alterar o efeito ou a operação de, deste Acto ou legislação subsidiária feita sob este Acto”. Esta condição especial que contraria normas constitucionais e parlamentares há muito estabelecidas, tinha o objectivo de garantir que o parlamento continuasse a ser uma fachada impotente para as autoridades ocupantes Australianas.
O chefe da RAMSI Tim George convocou no mês passado uma conferência de imprensa em Honiara para denunciar a revisão pendente. Sem tentar sequer rebater qualquer especificidade da análise legal de Moti do Acto de Facilitação, George descreveu o memorando do Procurador-Geral como um “documento muito defeituoso e confuso” que “revela uma abordagem mental negativa da RAMSI”.
O desabafo de George enfatiza a oposição entrincheirada de Canberra a qualquer modificação dos termos da operação. A insistência em que polícias, soldados e burocratas Australianos continuem sem responsabilização e acima da lei expõe o carácter fraudulento das afirmações do governo de Howard de que a RAMSI é uma operação “humanitária”. A RAMSI quer imunidade legal para permitir que opere sem restrições em defesa dos interesses das corporações Australianas. De certeza que reprimirá com ferocidade qualquer movimento opositor que se desenvolva no seio da população local.
As Ilhas Salomão permanecem entre os países mais empobrecidos do mundo. Virtualmente não foi gasto na educação e na saúde nenhum dinheiro da ajuda Australiana, ao mesmo tempo que a presença de centenas de empregados altamente pagos da RAMSI inflacionou as médias de alugueres e outros custos de vida. No meio do ressentimento crescente e da frustração, particularmente entre jovens desempregados que vivem nos bairros de lata de Honiara, está a contar o tempo duma bomba social.
O governo de Howard continua a insistir que a RAMSI goza do apoio duma vasta maioria, e reclamou de facto o direito de descartar o parlamento e o governo das Ilhas Salomão na base de um “mandato” popular “. Uma sondagem patrocinada pela RAMSI emitida o mês passado tentava mostrar to que 90 por cento da população apoiava a presença da RAMSI e que uma maioria pensava que re-emergiria a violência comunal se as forças estrangeiras fossem forçadas a sair.
Previsivelmente, Downer e George agarraram a oportuna emissão das conclusões da sondagem para cantarem vitória.
Contudo foram levantadas questões sérias acerca da sondagem. O ministro das Finanças Gordon Darcy Lilo ordenou uma investigação criminal a alegados pagamentos secretos de $SI100,000 ($A16,000) feitos a estatísticos do ministério das finanças e do tesouro, que usaram recursos e informação pública para a sondagem da RAMSI. “Esses funcionários recebem salários para trabalhar para o governo,” declarou Lilo. “È suposto que salvaguardem as nossas informações do serviço de informações nacional e que não as vendam para ganhos pessoais privados.... Isto é provavelmente apenas a ponta do iceberg. Quem sabe o que é que mais se passa neste país sem o nosso conhecimento e aprovação?”
Autorizado por N. Beams, 40 Raymond Street, Bankstown, NSW
Publicada por Malai Azul em http://timor-online.blogspot.com/
11 octobre 2007
Mais sobre o abandono de Portugal a Timor-Leste...
Comentário na sua mensagem "Portugal negociou e entregou Timor-Leste à Austrál...":
Portugal continua a desinvestir em Timor, a prova disso é o abandono a muito curto prazo da cooperação entre a Fundação das Universidades Portuguesas e a Universidade Nacional de Timor Lorosae.
Existem fortes pressões e desinvestimentos por parte da FUP e do IPAD, prejudicando claramente a qualidade de ensino e os alunos timorenses, com o intuíto de terminar a sua cooperação o mais rapidamente possível.
Este ano alguns dos cursos deixam de funcionar e a curto prazo terminarão os outros, ficando assim, a meio um projecto em que Portugal ja investiu muitos milhões de euros.
A Austrália está preparada para arrancar com uma universidade em Timor assim que Portugal feche mais esta porta.
Publicada por Malai Azul em http://timor-online.blogspot.com/
Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
Portugal continua a desinvestir em Timor, a prova disso é o abandono a muito curto prazo da cooperação entre a Fundação das Universidades Portuguesas e a Universidade Nacional de Timor Lorosae.
Existem fortes pressões e desinvestimentos por parte da FUP e do IPAD, prejudicando claramente a qualidade de ensino e os alunos timorenses, com o intuíto de terminar a sua cooperação o mais rapidamente possível.
Este ano alguns dos cursos deixam de funcionar e a curto prazo terminarão os outros, ficando assim, a meio um projecto em que Portugal ja investiu muitos milhões de euros.
A Austrália está preparada para arrancar com uma universidade em Timor assim que Portugal feche mais esta porta.
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
Mais sobre o abandono de Portugal a Timor-Leste...
Comentário na sua mensagem "Portugal negociou e entregou Timor-Leste à Austrál...":
Não é que seja inocente, mas por algum tempo acreditei que Timor podia ser mesmo independente. É verdade que os dinheiros enviados por Portugal para Timor não foram aplicados da melhor maneira e muitas criticas podiam ser feitas, mas também se podia mudar a forma em que a cooperação se encontrava (des)organizada e não desistir!
Para quem trabalhou em Timor e sentiu a alma do seu povo, fica desiludido com a anunciada decisão, pois sabe que Timor e os Timorenses não vão com toda certeza para melhor.
É certo que os lideres timorenses também terão a sua parte de responsabilidade no sucedido, mas, não nos podemos esquecer que a suposta independência de Timor é muito recente.
Não me queria alongar muito... mas como estou revoltado terei sempre que dizer que é verdade, caros amigos, para quem dúvidas tivesse, a "teoria da conspiração" existiu de facto e... conclui-se!
Os meus parabêns ao ex-primeiro ministro Mari Alkatiri por ter sido um resistente e um sonhador, sim, porque ele quis um Timor verdadeiramente independente, dos FMI, das ingerências estrangeiras. Desculpe os que não o compreenderam, que não perceberam o seu sonho para Timor. O povo queria resultados rápidos e não conseguiu esperar... a Austrália dará a Timor essa resposta rápida, mas a factura a pagar será alta e de subjugação...
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Não é que seja inocente, mas por algum tempo acreditei que Timor podia ser mesmo independente. É verdade que os dinheiros enviados por Portugal para Timor não foram aplicados da melhor maneira e muitas criticas podiam ser feitas, mas também se podia mudar a forma em que a cooperação se encontrava (des)organizada e não desistir!
Para quem trabalhou em Timor e sentiu a alma do seu povo, fica desiludido com a anunciada decisão, pois sabe que Timor e os Timorenses não vão com toda certeza para melhor.
É certo que os lideres timorenses também terão a sua parte de responsabilidade no sucedido, mas, não nos podemos esquecer que a suposta independência de Timor é muito recente.
Não me queria alongar muito... mas como estou revoltado terei sempre que dizer que é verdade, caros amigos, para quem dúvidas tivesse, a "teoria da conspiração" existiu de facto e... conclui-se!
Os meus parabêns ao ex-primeiro ministro Mari Alkatiri por ter sido um resistente e um sonhador, sim, porque ele quis um Timor verdadeiramente independente, dos FMI, das ingerências estrangeiras. Desculpe os que não o compreenderam, que não perceberam o seu sonho para Timor. O povo queria resultados rápidos e não conseguiu esperar... a Austrália dará a Timor essa resposta rápida, mas a factura a pagar será alta e de subjugação...
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Mais sobre o abandono de Portugal a Timor-Leste
FS deixou um novo comentário na sua mensagem "Portugal negociou e entregou Timor-Leste à Austrál...":
Estas palavras não podiam ser mais verdadeiras.
O incómodo que Cravinho e os responsáveis do IPAD sempre demonstraram nas suas visitas a Timor-Leste com os portugueses que cá trabalham e se preocupam com o futuiro do país é conhecido por todos.
Para Cravinho e companhia, "os chatos" dos portugueses que não se calam e denunciam o que aqui se passa, são alvo de perseguições e de pressões para que saiam de Timor-Leste, fazendo o jogo dos australianos.
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Estas palavras não podiam ser mais verdadeiras.
O incómodo que Cravinho e os responsáveis do IPAD sempre demonstraram nas suas visitas a Timor-Leste com os portugueses que cá trabalham e se preocupam com o futuiro do país é conhecido por todos.
Para Cravinho e companhia, "os chatos" dos portugueses que não se calam e denunciam o que aqui se passa, são alvo de perseguições e de pressões para que saiam de Timor-Leste, fazendo o jogo dos australianos.
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10 octobre 2007
Portugal negociou e entregou Timor-Leste à Austrália
Infelizmente, este governo negociou com o Governo australiano a "entrega" de Timor-Leste.
O SNEC, João Cravinho, deixou de financiar a cooperação nas áreas críticas, em que Portugal contribuia não só para o desenvolvimento de Timor-Leste, mas que também ajudava Timor-Leste a garantir a sua soberania e independência, em relação aos seus vizinhos menos escrupulosos.
Desde os Serviços da Alfândega, ao Gertil (Gabinete de Arquictectura responsável pelos planos de ordenamento), à Missão Agrícola, ao contigente da PSP (quiça em breve a GNR), à falta de apoio aos juízes portugueses (de partida), às empresas portuguesas, Portugal abandonou Timor-Leste.
Timor-Leste não é uma preocupação para este Governo ou para esta oposição.
Portugal, o seu Governo socialista, negociou a substituição do apoio financeiro nestas áreas, com o Governo australiano, substituindo a mais valia de portugueses a trabalhar em Timor-Leste, por consultores neo-zelandeses e australianos.
O MNE português, com a desculpa de que estamos longe de mais, "que eles lá não se entendem", prefere que Timor-Leste seja um protectorado australiano. Depois de tudo o que investimos, do empenho de muitos portugueses, saímos de Timor-Leste como derrotados.
Por incompetência e desleixo. João Cravinho nunca percebeu nada de Timor-Leste. Dava muito trabalho e poucos louros. É a política da esmola, em vez do verdadeiro apoio e compromisso com o desenvolvimento.
Com o consentimento da oposição, das Nações Unidas e da Comissão Europeia. Ninguém quer saber. Fica muito longe.
Os outros que se chateiem, já que estão ao lado e têm interesses.
A Austrália ganhou. Xanana e Horta apostaram no cavalo certo. O golpe foi consumado.
Por todos aqueles portugueses que lutaram e acreditaram em Timor-Leste, lado a lado com os seus irmãos timorenses, só nos resta denunciar esta decisão do Governo português e sentir vergonha...
Publicada por Malai Azul em 18:37 Quarta-feira, Outubro 10, 2007 http://timor-online.blogspot.com/
O SNEC, João Cravinho, deixou de financiar a cooperação nas áreas críticas, em que Portugal contribuia não só para o desenvolvimento de Timor-Leste, mas que também ajudava Timor-Leste a garantir a sua soberania e independência, em relação aos seus vizinhos menos escrupulosos.
Desde os Serviços da Alfândega, ao Gertil (Gabinete de Arquictectura responsável pelos planos de ordenamento), à Missão Agrícola, ao contigente da PSP (quiça em breve a GNR), à falta de apoio aos juízes portugueses (de partida), às empresas portuguesas, Portugal abandonou Timor-Leste.
Timor-Leste não é uma preocupação para este Governo ou para esta oposição.
Portugal, o seu Governo socialista, negociou a substituição do apoio financeiro nestas áreas, com o Governo australiano, substituindo a mais valia de portugueses a trabalhar em Timor-Leste, por consultores neo-zelandeses e australianos.
O MNE português, com a desculpa de que estamos longe de mais, "que eles lá não se entendem", prefere que Timor-Leste seja um protectorado australiano. Depois de tudo o que investimos, do empenho de muitos portugueses, saímos de Timor-Leste como derrotados.
Por incompetência e desleixo. João Cravinho nunca percebeu nada de Timor-Leste. Dava muito trabalho e poucos louros. É a política da esmola, em vez do verdadeiro apoio e compromisso com o desenvolvimento.
Com o consentimento da oposição, das Nações Unidas e da Comissão Europeia. Ninguém quer saber. Fica muito longe.
Os outros que se chateiem, já que estão ao lado e têm interesses.
A Austrália ganhou. Xanana e Horta apostaram no cavalo certo. O golpe foi consumado.
Por todos aqueles portugueses que lutaram e acreditaram em Timor-Leste, lado a lado com os seus irmãos timorenses, só nos resta denunciar esta decisão do Governo português e sentir vergonha...
Publicada por Malai Azul em 18:37 Quarta-feira, Outubro 10, 2007 http://timor-online.blogspot.com/
Timor-Leste: Taur Matan Ruak: “ As F-FDTL ainda não têm condições de trabalho”
JN Semanário - Edição 6 de Outubro de 2007, colocado online a 9 de Outubro
O comandante-Geral das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, afirmou que a instituição das F-FDTL não dispõe de condições favoráveis ao desempenho das suas funções em todo o Território Nacional de Timor-Leste. Taur Matan Ruak levantou esta questão aos jornalistas após ter participado no jogo de amizade, disputado recentemente em Tacitolo-Díli entre as F-FDTL e a Força Naval Francesa. “ As propostas de apoio à Instituição das F-FDTL foram apresentadas ao Governo com o objectivo de proporcionar melhores condições que vão ao encontro das necessidades das F-FDTL”, explicou Taur Matan Ruak. Desejou ainda que “ a proposta que nós apresentámos ao Governo seja tida mais em conta”. Neste momento a instituição das F-FDTL está a realizar uma formação para alguns membros, bem como outras actividades que propiciem às F-FDTL uma substancial melhoria no desempenho das suas funções.
Questionado sobre a situação de segurança no Território de Timor-Leste, o Comandante –Geral das F-FDTL respondeu que a mesma se encontra estabilizada, em virtude de existir uma boa cooperação não só com as Forças Internacionais como também com a Polícia das Nações Unidas em Timor-Leste.
O comandante-Geral das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, afirmou que a instituição das F-FDTL não dispõe de condições favoráveis ao desempenho das suas funções em todo o Território Nacional de Timor-Leste. Taur Matan Ruak levantou esta questão aos jornalistas após ter participado no jogo de amizade, disputado recentemente em Tacitolo-Díli entre as F-FDTL e a Força Naval Francesa. “ As propostas de apoio à Instituição das F-FDTL foram apresentadas ao Governo com o objectivo de proporcionar melhores condições que vão ao encontro das necessidades das F-FDTL”, explicou Taur Matan Ruak. Desejou ainda que “ a proposta que nós apresentámos ao Governo seja tida mais em conta”. Neste momento a instituição das F-FDTL está a realizar uma formação para alguns membros, bem como outras actividades que propiciem às F-FDTL uma substancial melhoria no desempenho das suas funções.
Questionado sobre a situação de segurança no Território de Timor-Leste, o Comandante –Geral das F-FDTL respondeu que a mesma se encontra estabilizada, em virtude de existir uma boa cooperação não só com as Forças Internacionais como também com a Polícia das Nações Unidas em Timor-Leste.
Timor-Leste: Guia de Marcha atribuída a Railós - Mari Alkatiri : “Se assinasse a Guia de Marcha teria sido preso”
JN Semanário - Edição 6 de Outubro de 2007, colocado online a 9 de Outubro
O Secretário-Geral do Partido FRETILIN, Dr. Mari Alkatiri lamentou que se assinasse a Guia de Marcha para dar liberdade de circulação a Railós. Este teria sido detido na prisão, mas por o referido documento ter sido assinado pelo ex. Presidente da República, Xanana Gusmão e ex. Comandante da Polícia Nacional de Timor, Paulo de Fátima Martins, toda a gente ficou calada.
Alkatiri referiu recentemente este assunto ao Jornal Nacional Semanário e Diário, na Embaixada da China, perto do Farol, em Díli.
Agora podemos ver claramente que a conspiração está aberta. Diziam que o ex. Ministro do Interior Rogério Lobato é que entregou armas a Railós, mas quem utilizou Railós não foi Rogério Lobato mas sim outras pessoas, como o ex. Presidente da República, Xanana Gusmão e o ex. Comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste, Paulo de Fátima Martins. Eles usaram Railós, portanto digo que foi uma conspiração.
“Se assinasse a Guia de Marcha estaria na prisão, mas como foi assinado por Xanana, então toda a gente ficou calada», lamentou Alkatiri.
Mari Alkatiri salientou que a justiça não deve ser enfrentada só por alguns cidadãos, mas por todos os cidadãos. Até agora só os apoiantes da FRETILIN é que enfrentaram a justiça mas os outros não.
Railós teve um mandato de captura mas a polícia não o capturou, enquanto que o comandante da polícia de Viqueque, Gaspar, foi capturado. Temos de ter muito cuidado porque deste modo,Timor-Leste está a caminhar para uma ditadura.
“Podemos ver que a Guia de Marcha atribuida a Railós e o ataque de Railós ao Quartel-General das F-FDTL foi denominado como um serviço oficial e depois utilizaram o Railós para a campanha eleitoral de Ramos Horta e Xanana, portanto a Guia de Marcha não foi para o controlar mas sim usar o Railós até ao fim”, explicou.
Sobre a juventude da FRETILIN que fugiu para o mato, Mari Alkatiri disse que ainda não foi informado, mas ouviu dizer que a Polícia fez perseguições, portanto à noite não puderam dormir em casa porque a PNTL, UNPOL e as Forças Internacionais tomaram medidas fora da Lei.
Além disso a FRETILIN irá formar uma equipa constituida por advogados e deputados para descerem à base, para acompanhar esta situação. Penso que a Polícia na “Zona Leste” está demasiada politizada e começa a praticar política em vez de desempenhar os seus serviços profissionalmente.
Em relação à juventude que fugiu para o mato com armas, Mari Alkatiri disse que isto é uma mentira. Toda a gente acusa a FRETILIN de possuir arma, isto é uma mentira que corre do topo até à base. Até agora ninguém ficou ferido com tiros de armas mas sim com pedras. Apenas porque estão contra esses jovens, começam a inventar coisas.
O Secretário-Geral do Partido FRETILIN, Dr. Mari Alkatiri lamentou que se assinasse a Guia de Marcha para dar liberdade de circulação a Railós. Este teria sido detido na prisão, mas por o referido documento ter sido assinado pelo ex. Presidente da República, Xanana Gusmão e ex. Comandante da Polícia Nacional de Timor, Paulo de Fátima Martins, toda a gente ficou calada.
Alkatiri referiu recentemente este assunto ao Jornal Nacional Semanário e Diário, na Embaixada da China, perto do Farol, em Díli.
Agora podemos ver claramente que a conspiração está aberta. Diziam que o ex. Ministro do Interior Rogério Lobato é que entregou armas a Railós, mas quem utilizou Railós não foi Rogério Lobato mas sim outras pessoas, como o ex. Presidente da República, Xanana Gusmão e o ex. Comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste, Paulo de Fátima Martins. Eles usaram Railós, portanto digo que foi uma conspiração.
“Se assinasse a Guia de Marcha estaria na prisão, mas como foi assinado por Xanana, então toda a gente ficou calada», lamentou Alkatiri.
Mari Alkatiri salientou que a justiça não deve ser enfrentada só por alguns cidadãos, mas por todos os cidadãos. Até agora só os apoiantes da FRETILIN é que enfrentaram a justiça mas os outros não.
Railós teve um mandato de captura mas a polícia não o capturou, enquanto que o comandante da polícia de Viqueque, Gaspar, foi capturado. Temos de ter muito cuidado porque deste modo,Timor-Leste está a caminhar para uma ditadura.
“Podemos ver que a Guia de Marcha atribuida a Railós e o ataque de Railós ao Quartel-General das F-FDTL foi denominado como um serviço oficial e depois utilizaram o Railós para a campanha eleitoral de Ramos Horta e Xanana, portanto a Guia de Marcha não foi para o controlar mas sim usar o Railós até ao fim”, explicou.
Sobre a juventude da FRETILIN que fugiu para o mato, Mari Alkatiri disse que ainda não foi informado, mas ouviu dizer que a Polícia fez perseguições, portanto à noite não puderam dormir em casa porque a PNTL, UNPOL e as Forças Internacionais tomaram medidas fora da Lei.
Além disso a FRETILIN irá formar uma equipa constituida por advogados e deputados para descerem à base, para acompanhar esta situação. Penso que a Polícia na “Zona Leste” está demasiada politizada e começa a praticar política em vez de desempenhar os seus serviços profissionalmente.
Em relação à juventude que fugiu para o mato com armas, Mari Alkatiri disse que isto é uma mentira. Toda a gente acusa a FRETILIN de possuir arma, isto é uma mentira que corre do topo até à base. Até agora ninguém ficou ferido com tiros de armas mas sim com pedras. Apenas porque estão contra esses jovens, começam a inventar coisas.
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